quarta-feira, 13 de maio de 2009

Reforma ortográfica: mais uma!

O Brasil está em fase de reformas e, dessa vez, a mudança é com a língua portuguesa. O país vivencia mais uma reforma ortográfica. Trata-se de uma reforma que envolve todos os países de língua portuguesa. Um dos argumentos utilizados pelos reformadores é que a partir da unificação das regras gramaticais facilitará a circulação da produção bibliográfica, especialmente à literária. Há uma pergunta perturbadora e recorrente: pra que? Isso mesmo! Pra que precisamos de mais uma reforma na língua se a grande maioria dos brasileiros (inclusive e principalmente o escritor) não “domina” a língua portuguesa atual, com suas formas rígidas e cheias de exceção. Se observarmos é, no mínimo curioso, como se dá à distância da nossa língua falada da escrita. O brasileiro fala de um jeito e escreve totalmente diferente. Até parecem duas línguas distintas! O fato se agrava ainda mais com o tamanho do Brasil e suas peculiaridades regionais e locais. Em relação aos outros países de língua portuguesa a diferença é absurda, semelhante as distâncias geográficas. Trata-se também de diferenças semânticas. Olhando para exemplos de outros países, citamos o caso dos países de língua inglesa: Reino Unido e Estados Unidos convivem harmoniosamente com a circulação de suas produções bibliográficas. E a França – país altamente desenvolvido - não sofreu qualquer reforma ortográfica. Os franceses cuidam da língua como um bem maior, característico e intocável. Tempos de reforma é também um bom momento para seguir bons exemplos. Contudo, há boas novas. No Brasil há um crescimento nas nossas exportações. Começamos a exportar um dos mais férteis “produtos” : a palavra reforma.

Grande
Pedro Manoel

Um comentário:

D.Everson disse...

Repetindo minhas próprias palavras: sem babação, está bem escrito e é uma boa opinião em voga para se abrir uma discussão inteligente a respeito do assunto.
Semana passada – começando a fazer minhas comparações loucas – a polícia federal confiscou todo o material das Xerox (no que desrespeita a pastas com material correspondente a aula de vários professores) dentro e fora do campus da UFPE. Mas esse material já estava por lá há anos, fosse interesse governamental aquilo já tinha sido extinto há décadas, assim vem então empreguinar-se nas nossas cruéis dúvidas que mais uma vez temos um interesse particular em detrimento das massas? Ou seria minha pessoa um barrista do bom senso para pensar ao contrário? Não vejo nada relativo quando opino em trazer a tona tal interrogação.
Comparei por que? Com certeza para deixar porquês no ar. No entanto as minhas indagações estão cheias de exclamações. Acho mesmo que mais uma vez, tanto na “reforma” da língua, como nesse desvairado fechamento das Xerox sem nem si quer oferecer um paliativo antes, tem muito haver com alguns políticos que compartilham a direção de algumas mega corporações. Mas esses nike men's deveriam saber que estamos a par da situação, e mesmo que eles tentem nos emburrecer – o que já é um outro assunto – ainda estaremos de olho neles, pois como diria lobão: o grito é o mantra do desesperado, gritemos o nome desses cidadãos Kane para que todo mundo veja seus rostos.
Bem ao final mesmo falando de uma coisa para dar minha opnião sobre outra fica registrado nesse blog o que penso a respeito de tudo isso. Penso ter sido claro. Mas como diria o poeta: na dúvida medite.
D.Everson