sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nostalgia

Alguém já viu o conceito: nostalgia do que não viveu? Pois é, só faltava essa! A nova onda da juventude é resgatar objetos e utensílios ultrapassados. Aqueles discos de vinil e as máquinas polaroid são as estrelas do momento. Resta saber, qual o sentido de se usar um objeto analógico em detrimento do digital, mais moderno e com melhor desempenho.

De olho nessa demanda nostálgica o mercado de consumo está faturando. A indústria da moda, o cinema, as novelas estão a postos nesse filão. Os remakes são sucessos garantidos em tudo que um dia já fez sucesso. São os chamados “neo retrô”. Basta um ajuste aqui outro ali e pronto. Surge algo novo com cara de velho prontinho pra consumo.

Ser nostálgico não é algo negativo. Como tudo é preciso moderação. Complicado é quando há uma fixação pelo passado idealizado. Algo que impede viver o presente com todo o seu potencial. Os gregos antigos já diziam que nostalgia quer dizer “saudade de um lar que não mais existe ou nunca existiu”. Lembra daquelas velhas frases que dizem: “naqueles tempos as coisas eram melhores” ou “na minha época”... Puro saudosismo.

O curioso é que essa onda de nostalgia é vivida por pessoas que nem eram nascidas na época. Nostalgia do que não viveu? Outro dia fui a um baile de formatura que o repertório musical era todo dos anos 70, 80 e 90! Os formandos tinham no máximo 25 anos. E as pessoas daquela geração curtiam as músicas mais atuais.

Gosto mais de pensar que o melhor lugar e momento são o aqui e o agora. E até pra ser nostálgico é melhor. Dispomos da tecnologia para isso. Há o Youtube e as reedições em DVD’s de antigos filmes e shows. Sem falar de uma infinidade de artefatos de última geração. Quer saber? “Viver é melhor que sonhar...” Grande Elis Regina!
Pedro Manoel

2 comentários:

Ori gg disse...

Pois é, Pedro.
Concordo plenamente com você. Eu, sou uma pessoa extremamente nostálgica. Tem dias que depois de uma chuvinha, vem aquele cheirinho de terra molhada, que me faz lembrar do tempo em que eu brincava na frente de casa pulando academia, ou quando tomava banho de chuva, ou quando, nos dias de hoje, chego numa venda dessas de bairro, e encontro um pirulito do zorro, ou um xaxá...menino, bate uma saudade daquele tempo, em que nem sabíamos o que era ter responsabilidades. O bom era comer uma fruta direto do pé. Ou beber água direto da torneira. O verdadeiro significado disso tudo, só sabe que quem viveu a década de 80.
Ah, que saudades daquela infância...xero, Pedro!

Ori gg disse...

Ah, antes que passe batido, adoro a seleção das imagens que você faz. São imagens sempre de bom gosto e caem divinamente com o tema.
Xeroooo!