quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O escândalo de véspera de eleição


O Brasil vive a expectativa de mais uma eleição presidencial. E assim os candidatos estão na reta final de suas campanhas. São momentos decisivos para conquistas dos eleitores, principalmente dos indecisos. Até aí tudo bem conforme o esperado para qualquer pleito decente. Só que há um elemento - não tão surpresa - e já algum tempo conhecido dos eleitores: O escândalo de véspera de eleição. Infelizmente os brasileiros já estão se “acostumando” com tais escândalos. E de tantos fica difícil lembrar qual foi o mais chocante. Mas a questão primeira não é apenas entender o fato em si, mas os meandros que sustentam a rede de manutenção dos escândalos. Tenta-se entender por que só na reta final de campanha eleitoral que os “segredos” mais comprometedores vêm à tona. Afinal partidos opositores divergem sempre e não apenas na hora das eleições. Há inúmeras hipóteses para compreender o fenômeno e pretensiosamente arriscam-se algumas delas: Seria talvez um “acordo de cavalheiros” para esconder os escândalos mútuos? Pois nunca se sabe, na política o inimigo de hoje pode ser um aliado de amanhã; talvez um estratagema político de praxe? Ou de fato seria a vulnerabilidade da manutenção de uma insustentável rede secreta de corrupção que envolve variados meios de comunicação? Ou quem sabe apenas um ato impensado de revolta do opositor desesperado? Questões que certamente não encontrarão respostas, pelo menos de imediato. Não quer dizer com isso que nos esquivamos de questionar afinal, vivemos em um país democrático e temos escândalos para todos os gostos.
Pedro Manoel

4 comentários:

D.Everson disse...

hahahahhaa muito bom: "escândalos para todos os gostos."

"No mais: tá uma titica a lista desses artistas da política, entrou nesse trem até o palhaço Tiririca!"
D.Everson (http://poetasdemarte.blogspot.com/)

Srta. Simoninha disse...

Os escândalos são diários Pedrinhos, não apenas para epoca eleitoral. Todos os dias abrimos os jornais e vemos absurdos executados bem diante dos nossos olhos e nada fazemos.
Por bem menos vi há uns 15 dias, dois milhões de franceses irem a ruas, e nós o que fazemos?
nada meu amigo, absolutamente nada...(estou inclusa nisso).
Fazemos piadas, cronicas, discutimos e o que mais????

Srta. Simoninha.

Ively disse...

Pedro,
Os escândalos mais recentes, ou os escândalos de véspera de eleição, como você se refere, são na realidade a ‘ponta do iceberg’, ou melhor, os sinais de superfície de uma degeneração institucional ‘subterrânea’. Órgãos e instituições corroídas do Estado. E não adianta punir pessoas, sem extirpar o mal pela raiz. O problema é os brasileiros estarem acostumados com isso, pois a corrupção deve ser vista com devida indignação. O alto grau de desinformação dos brasileiros contribuiu para isso ao longo dos anos. A política está desse jeito, também em razão do descrédito das pessoas e conseqüente banalização. No geral as pessoas sequer se interessam por política.

O modelo de política atual precisa ser reformado, não há dúvidas, mas não podemos desacreditar da política, pois é o único meio que temos para mudar as coisas nesse país. Como bem afirmou Aristóteles: o homem é um ser político, é o que nos separa do mundo animal, logo podemos afirmar que a política é o que nos humaniza, e o que nos desumaniza é o mau uso da política, é a sua deformação. Acredito que é possível mudar, tenho que acreditar :-) A lei da ficha limpa já é um bom começo! Resta fazer a reforma!

Bjo
Ively

Milton Carvalho. disse...

Após ler o post e os respectivos comentários, eu percebi que os comentários da Simoninha e da nossa querida Evely se complementam, pois nós indivíduos de uma sociedade não podemos nos omitir dos atos políticos, mas só pelo fato de nos desacreditarmos da política, simplesmente crusamos os braços e assistimos atônitos aos escândalos diários. A política faz parte de nós, mas é revoltante vivermos em uma nação onde a falta de consciência predomina e os eternos mandatários do poder se aproveitam disso. Assistindo, ouvindo, lendo manchetes escandalosas diariamente, me deixa a seguinte reflexão: Eu não vou votar em ninguém nas próximas eleições em sinal de protesto. Mas do que vai adiantar? E por outro lado, em quem votar? Diante de tudo o que vemos todos os dias, como saber quem realmente fala a verdade ou mente? Por fim, peço perdão pela expreção, mas eu vejo nas urnas de votação um verdadeiro vaso sanitário, pois não importa a combinação que colocarmos, de todo geito vai dar em merda!