“Universitário assassinado brutalmente!” Essa frase isolada (sem especificação de localidade) cabe em qualquer noticiário no Brasil. Todos os anos vários estudantes são vítimas fatais da violência no país. Quantos aos criminosos? Poucos são de fato punidos. Muitos deles são amparados por um sistema judiciário caduco, lento e ineficiente.
O assassinato do estudante de biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco particularmente nos tocou. Negro, pobre, filho de uma catadora de lixo e estudante da rede estadual de ensino de Pernambuco. Ingredientes suficientes para uma vida difícil. Mas a pobreza e a exclusão social não foram empecilhos para o estudante alcançar o primeiro lugar no vestibular da UFPE dentre os alunos da rede pública de ensino. Um mérito alcançado por muito esforço.
Empecilho mesmo na vida do jovem foi à violência que tudo destrói. E que de alguma maneira atinge a todos. Seja como sujeito ativo ou passivo de suas conseqüências. O corajoso rapaz disse não ao convite da violência quando enfrentou todas as exclusões de uma vida pobre. Decidiu estudar ao invés de sucumbir as pseudofacilidades oferecidas pelo crime. Mais tarde, sem convite prévio a violência ceifou sua vida. Ironia do destino ou falência de um Estado omisso e criador do vigente sistema judiciário?
O que se sabe é que para conseguir de fato justiça no Brasil é preciso passar por pelo menos três desafios. O primeiro é fazer com que a polícia encontre o criminoso. O segundo é conseguir que o culpado vá a julgamento. E o terceiro é que de fato se cumpra a sentença integral. Dependendo de quem seja o réu e de sua disponibilidade financeira os prazos para localizar, julgar e sentenciar são tão dilatados que cai no esquecimento. E se mesmo assim os desafios forem vencidos. Se o criminoso tiver bom comportamento ou participar de algum programa de trabalho penitenciário a pena do infrator será reduzida consideravelmente. Quanta justiça, não é mesmo?
Quanto à família da vítima? Bem... No dia 14/06 conseguiu com a ajuda da imprensa e a pressão da opinião pública a condenação de um dos acusados. Resta agora cultuar uma saudade do que seria o futuro biomédico. O primeiro filho de uma família de catadores de lixo com título de doutor. Aquele que seria a promessa de uma vida melhor para a família. O salvador. Nesses casos não se sabe o que é pior: se sentir a falta do que se foi ou do que seria. Saudade é tudo igual, é tudo dor.
Pedro Manoel
Espaço demócrático para exposição de "idéias virtuais" com considerações reais. Faça seus comentários, juntos criaremos novos pensamentos, olhares e visões de temas variados. Discutir é sempre enriquecedor, compartilhar informações também!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
De click em click a mensagem se torna o “fato”: marketing viral
A propaganda é a alma do negócio. Essa é mais velha do que... As estradas, como diria minha avó. Apesar da idade, a máxima continua atual com linguagem e roupagem novas. Surge então, o marketing ou a publicidade viral.
De carona no sucesso das redes sociais eletrônicas o marketing lançou suas estratégias. Em outras palavras, aplicou a boa e velha propaganda boca-a-boca na Internet. Bingo! Resultado: propagandas rápidas, econômicas, direcionadas e contagiantes como um vírus. A idéia é que cada consumidor passe adiante – nas redes sociais - as informações de marcas e produtos e assim os tornem populares. O nome viral é bastante pertinente.
Esse tipo de marketing já é usado estrategicamente por grandes empresas de publicidade. “Cases” de sucesso embalados por fatos espontâneos e de grande apelo popular. Tudo é válido em se tratando da publicidade viral! Como o exemplo atual de uma operadora de celular que aproveitou simultaneamente a campanha para o dia dos namorados e o lançamento do filme Eduardo e Mônica, homônimo da música da Legião Urbana, para vender seus produtos. O clipe se tornou febre na Internet em menos de 24 horas. A oportunidade é o limite!
Muitos casos de sucesso surgiram totalmente espontâneos e despretensiosos. Esses acontecem com mais freqüência com os vídeos postados no YouTube. Os chamados vídeos virais. Quem se lembra da estudante universitária humilhada pelos colegas que virou celebridade de reality show? Do sucesso da dançarina Lacraia, da música do Créu e agora da Banda Mais Bonita da Cidade? Verdadeiros fenômenos virais eleitos espontaneamente.
Em tempos de celebridades intempestivas o grande desafio é descobrir a fórmula de sucesso do marketing viral. O mapa da mina. Até já existem algumas hipóteses. Mas de concreto mesmo o que se sabe é que todo mundo gosta de uma novidade. Resta saber o que é que estimula a propagação de uma informação de forma tão contagiante como um vírus. Quem se habilita a responder?
Grande abraço,
Pedro Manoel
De carona no sucesso das redes sociais eletrônicas o marketing lançou suas estratégias. Em outras palavras, aplicou a boa e velha propaganda boca-a-boca na Internet. Bingo! Resultado: propagandas rápidas, econômicas, direcionadas e contagiantes como um vírus. A idéia é que cada consumidor passe adiante – nas redes sociais - as informações de marcas e produtos e assim os tornem populares. O nome viral é bastante pertinente.
Esse tipo de marketing já é usado estrategicamente por grandes empresas de publicidade. “Cases” de sucesso embalados por fatos espontâneos e de grande apelo popular. Tudo é válido em se tratando da publicidade viral! Como o exemplo atual de uma operadora de celular que aproveitou simultaneamente a campanha para o dia dos namorados e o lançamento do filme Eduardo e Mônica, homônimo da música da Legião Urbana, para vender seus produtos. O clipe se tornou febre na Internet em menos de 24 horas. A oportunidade é o limite!
Muitos casos de sucesso surgiram totalmente espontâneos e despretensiosos. Esses acontecem com mais freqüência com os vídeos postados no YouTube. Os chamados vídeos virais. Quem se lembra da estudante universitária humilhada pelos colegas que virou celebridade de reality show? Do sucesso da dançarina Lacraia, da música do Créu e agora da Banda Mais Bonita da Cidade? Verdadeiros fenômenos virais eleitos espontaneamente.
Em tempos de celebridades intempestivas o grande desafio é descobrir a fórmula de sucesso do marketing viral. O mapa da mina. Até já existem algumas hipóteses. Mas de concreto mesmo o que se sabe é que todo mundo gosta de uma novidade. Resta saber o que é que estimula a propagação de uma informação de forma tão contagiante como um vírus. Quem se habilita a responder?
Grande abraço,
Pedro Manoel
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Liga dos Campeões: exemplo de administração de pessoal
A Liga dos Campeões da UEFA é o campeonato de futebol mais disputado e rico do mundo. O nome faz jus ao torneio. Esse ano disputaram a final do campeonato dois importantes clubes europeus: Manchester United da Inglaterra e o Barcelona da Espanha. Bem, mas o que eles tem a ensinar sobre administração de pessoal? Tudo. Afinal de contas são campeões.
Contratar os melhores jogadores do mundo! Essa foi à estratégia do Manchester United. Dinheiro não era problema. O importante era formar um grupo com os melhores talentos disponíveis no mercado. E assim, foi concebido o time de 2011. O desafio era tornar esse time estelar em equipe. Somar cada talento individual num todo de sucesso.
Já o Barcelona usou uma estratégia oposta. Ao invés de buscar talentos fora do clube valorizou os atletas já existentes. A chamada “prata da casa”. O dinheiro que seria investido em novas contratações foi revertido na capacitação dos jogadores. Possibilitando a criação de treinamentos de ponta para condicionamento físico. Implantação de melhores instalações e acomodações para os jogadores. Sem falar de considerável melhoria da remuneração dos atletas. Resultado: equipe coesa, de alto-estima elevada e motivada por resultados.
O Manchester e o Barcelona deram mais que emoção e prazer para seus torcedores. Mostraram ao mundo que o capital humano é o mais importante na empresa. Na verdade é decisivo. Tanto no esporte como nas corporações vence quem investe em pessoal. No entanto, para cobrar resultados e alcançar o sucesso é preciso motivar a equipe e oferecer condições de trabalho. Remuneração é importante, mas valorização do profissional é primordial.
Segundo Karla Mamona, da InfoMoney “a falta de motivação, a insatisfação com os líderes e com a remuneração e a oportunidade de trabalhar com novas propostas são apontadas como os principais motivos para um profissional mudar de emprego”. O Barcelona certamente ciente desses fatores de risco, logo tratou de afasta-los do grupo. E foi além, “ofereceu” a idéia da força conjunta da equipe. Em que cada jogador era igualmente importante, isto é, um elo da liga! E ainda se o clube vencesse o torneio, todos seriam campeões. Deu certo. Ouro para a prata da casa, a brava Liga dos Campeões de 2011: O Barcelona!
Pedro Manoel
Referências:
MAMONA, Karla Santana. Saiba quais são os principais motivos para executivos mudarem de emprego. Administradores.com Disponível em: < http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/saiba-quais-sao-os-principais-motivos-para-executivos-mudarem-de-emprego/36942/>. Acesso em: 29 maio 2011
Contratar os melhores jogadores do mundo! Essa foi à estratégia do Manchester United. Dinheiro não era problema. O importante era formar um grupo com os melhores talentos disponíveis no mercado. E assim, foi concebido o time de 2011. O desafio era tornar esse time estelar em equipe. Somar cada talento individual num todo de sucesso.
Já o Barcelona usou uma estratégia oposta. Ao invés de buscar talentos fora do clube valorizou os atletas já existentes. A chamada “prata da casa”. O dinheiro que seria investido em novas contratações foi revertido na capacitação dos jogadores. Possibilitando a criação de treinamentos de ponta para condicionamento físico. Implantação de melhores instalações e acomodações para os jogadores. Sem falar de considerável melhoria da remuneração dos atletas. Resultado: equipe coesa, de alto-estima elevada e motivada por resultados.
O Manchester e o Barcelona deram mais que emoção e prazer para seus torcedores. Mostraram ao mundo que o capital humano é o mais importante na empresa. Na verdade é decisivo. Tanto no esporte como nas corporações vence quem investe em pessoal. No entanto, para cobrar resultados e alcançar o sucesso é preciso motivar a equipe e oferecer condições de trabalho. Remuneração é importante, mas valorização do profissional é primordial.
Segundo Karla Mamona, da InfoMoney “a falta de motivação, a insatisfação com os líderes e com a remuneração e a oportunidade de trabalhar com novas propostas são apontadas como os principais motivos para um profissional mudar de emprego”. O Barcelona certamente ciente desses fatores de risco, logo tratou de afasta-los do grupo. E foi além, “ofereceu” a idéia da força conjunta da equipe. Em que cada jogador era igualmente importante, isto é, um elo da liga! E ainda se o clube vencesse o torneio, todos seriam campeões. Deu certo. Ouro para a prata da casa, a brava Liga dos Campeões de 2011: O Barcelona!
Pedro Manoel
Referências:
MAMONA, Karla Santana. Saiba quais são os principais motivos para executivos mudarem de emprego. Administradores.com Disponível em: < http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/saiba-quais-sao-os-principais-motivos-para-executivos-mudarem-de-emprego/36942/>. Acesso em: 29 maio 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
TOLERÂNCIA X intolerância
Intolerância é a palavra da vez. O insight motivador desse post foi uma matéria publicada no dia 21/05/2011 no caderno infantil de um jornal de Recife. A seção do jornal é intitulada, Papo Sério. E o título da matéria era: A palavra é... Intolerância. De imediato me chamou a atenção um jornal passar esses conceitos às crianças. Pois, a intolerância é de fato um papo sério e deve ser combatida desde cedo.
A crítica ao artigo deve-se ao fato que o autor destacou tudo aquilo que não se deve fazer, isto é, ser intolerante! A mensagem educacional, essa naufragou. Os pontos negativos do tema foram reforçados em detrimento ao esclarecimento e ao aprendizado da tolerância.
O artigo reflete uma questão educacional. A educação pautada no uso do NÃO. Aprendemos mais o não fazer do que o fazer a coisa certa. Esses conceitos saem das casas, chegam às escolas e fatalmente alcançam os meios de comunicação. E assim, se retro-alimenta o “ciclo do não”.
Observando as falas no cotidiano percebe-se facilmente o uso de termos negativos. Muito me irrita quando alguém pergunta: Você não teria uma caneta pra me emprestar? Ao invés de simplesmente pedir uma caneta emprestada. A dificuldade de se desvencilhar dos “nãos” é um caso sério. Tem gente que prefere usar um termo antônimo para expressar uma opinião. Isso explicaria o por que se escolhe falar de intolerância quando o objetivo é que as pessoas passem a respeitar mais as diferenças. Imperialismo do não? Ou um simples caso de incoerência? Eis a questão.
O ato de tolerar o diferente é uma das tarefas mais difíceis. E ensinar conceitos como respeito e compaixão torna-se um desafio nos dias atuais. Priorizar conceitos positivos e diretos reforça uma educação sólida. Se quisermos a tolerância reforcemos seus conceitos e condenemos a intolerância.
Pedro Manoel
Referências
BENITES, Franco. A palavra é... Intolerância. Jornal do Commercio, Recife, 21 maio 2011. Galera JC, Papo Sério, p. 3
A crítica ao artigo deve-se ao fato que o autor destacou tudo aquilo que não se deve fazer, isto é, ser intolerante! A mensagem educacional, essa naufragou. Os pontos negativos do tema foram reforçados em detrimento ao esclarecimento e ao aprendizado da tolerância.
O artigo reflete uma questão educacional. A educação pautada no uso do NÃO. Aprendemos mais o não fazer do que o fazer a coisa certa. Esses conceitos saem das casas, chegam às escolas e fatalmente alcançam os meios de comunicação. E assim, se retro-alimenta o “ciclo do não”.
Observando as falas no cotidiano percebe-se facilmente o uso de termos negativos. Muito me irrita quando alguém pergunta: Você não teria uma caneta pra me emprestar? Ao invés de simplesmente pedir uma caneta emprestada. A dificuldade de se desvencilhar dos “nãos” é um caso sério. Tem gente que prefere usar um termo antônimo para expressar uma opinião. Isso explicaria o por que se escolhe falar de intolerância quando o objetivo é que as pessoas passem a respeitar mais as diferenças. Imperialismo do não? Ou um simples caso de incoerência? Eis a questão.
O ato de tolerar o diferente é uma das tarefas mais difíceis. E ensinar conceitos como respeito e compaixão torna-se um desafio nos dias atuais. Priorizar conceitos positivos e diretos reforça uma educação sólida. Se quisermos a tolerância reforcemos seus conceitos e condenemos a intolerância.
Pedro Manoel
Referências
BENITES, Franco. A palavra é... Intolerância. Jornal do Commercio, Recife, 21 maio 2011. Galera JC, Papo Sério, p. 3
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Boi no estádio do Arruda: a saga do futebol pernambucano
A presença do boi no folclore de Pernambuco é sempre atual. Curiosamente surge no futebol também. Bicho e futebol têm tudo haver. E não é de hoje que o reino animal é a principal inspiração dos mascotes futebolísticos. Tem pra todos os gostos: leão, cobra, timbú, patativa...
E o boi, onde entra nessa história? Ah, o boi entra para pagar o pato! Tudo começou quando um certo pai-de-santo vai a mídia cobrar o sacrifício de um boi prometido por um certo time de Recife. Coincidentemente o tal time devedor, cujo mascote é um leão, ia mal das pernas no campeonato pernambucano. Nisso, o líder espiritual adverte que o motivo para as derrotas era o não pagamento da dívida: o boi. Mas, se fosse quitada reverteria o problema.
Os torcedores mais supersticiosos logo procuraram o pai-de-santo para resolverem a questão pendente com o além. Não se sabe como a questão foi tratada. A partir de então, o time do leão começou a ganhar as partidas. E a mídia noticiava a doação de bois, touros, búfalos... Verdade ou não, a auto-estima dos jogadores melhorou com os resultados ou vice-e-versa. Acreditar faz toda diferença. Fé é a palavra mais certa.
A estratégia do boi já foi utilizada nos idos de 1640 pelo Conde Maurício de Nassau aqui em Recife. O conde precisava quitar uma dívida com a coroa holandesa. Sem recursos suficientes decidiu cobrar pedágio a quem passasse pela maior ponte até então construída nas Américas. A ponte ligava o Recife Antigo a cidade Maurícia. O slogan utilizado na campanha foi: “Cruze a ponte e veja o boi voando”. Promessa feita e cumprida. Uma multidão viu um boi (de palha) voar por cima da ponte. O evento rendeu um bom dinheiro. E o boi salvou a pele do conde.
O duelo entre a equipe do leão e a da cobra coral no estádio do Arruda entraria para história. Estava em jogo a conquista do hexa-campeonato para o leão. Até agora, só conquistado pela equipe do timbu. A cobra coral precisava vencer. Há anos não conquistava um título e vinha de um rebaixamento da quarta divisão. E os mais de 62.000 pagantes que foram ao estádio esperavam mais que um boi voar.
Grande abraço
Pedro
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